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    Pi 1.1.0 adiciona Claude Haiku 5.5 e mostra ao terminal se o agente trava ou termina

    A versão 1.1.0 do agente de código Pi traz suporte nativo ao Claude Haiku 5.5 com raciocínio adaptável, avisos de status via OSC 7501 e o GPT-6 Luna como classificador. A atualização chega seis dias após o marco 1.0 e corrige a subestimação de custos em modelos com preço por tamanho de prompt.

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    Leandro Vieira

    CEO e founder | IA.com.br

    8 de out. de 2026 · 3 min de leitura

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    Estúdio de programação à noite com três bancadas de madeira encostadas em uma parede escura de tijolos pintados, cada uma com uma lâmpada indicadora industrial em suporte metálico: à esquerda, uma lâmpada âmbar acesa pulsando sobre um circu
    Lâmpadas de estado indicam o andamento de um agente de código: trabalho em execução, travamento e conclusão, tema central da versão 1.1.0 do Pi, que passa a reportar status diretamente ao terminal.

    O agente de código Pi (abre em nova aba) chegou à versão 1.1.0 em 7 de outubro de 2026, seis dias depois do marco 1.0. As notas de versão (abre em nova aba) concentram a atualização em três frentes: suporte nativo ao modelo Claude Haiku 5.5, um sistema que avisa o terminal sobre o que o programa está fazendo e o GPT-6 Luna como novo classificador.

    Para quem não acompanha o projeto, Pi é um agente que roda no terminal e aceita modelos de vários provedores.

    Na prática, o programa é um "harness": a camada que envolve um modelo de IA com um ciclo de tarefas, ferramentas e uma interface, para que ele leia arquivos, rode comandos e edite código em vez de apenas gerar texto. O projeto nasceu com o desenvolvedor austríaco Mario Zechner, criador do framework de jogos libGDX, e pertence desde abril à Earendil, empresa de Viena fundada por Armin Ronacher, criador do Flask. Segundo a Earendil, "centenas de milhares de pessoas" usam a ferramenta toda semana; o número é uma afirmação da empresa, sem verificação independente. No GitHub (abre em nova aba), o repositório aparece com cerca de 113 mil estrelas. A versão 1.0, de 1º de outubro, tinha trazido o suporte nativo ao Model Context Protocol (MCP), o padrão que conecta agentes a ferramentas e fontes externas.

    Motor compacto de pistão fixado em berço de testes de aço usinado sobre bancada metálica, cercado por braçadeiras, mangueiras translúcidas, cabos trançados e sensores que o conectam a um painel de medidores analógicos de fundo creme com pon
    Instrumentação e controle: a nova versão do agente de código Pi monitora cada etapa de execução, sinalizando ao terminal quando o processo trava ou chega ao fim.

    O terminal passa a enxergar o agente

    A mudança mais visível é o relatório de status. Terminais e painéis de agentes que entendem o OSC 7501 passam a ver quatro situações: o Pi está trabalhando, travado em uma caixa de diálogo ou em um login, concluído ou falhou. OSC é um mecanismo antigo de códigos de controle que os programas escrevem na tela do terminal; o número 7501 define aqui um formato próprio para esses avisos. Quem acompanha vários agentes ao mesmo tempo deixa de adivinhar se um deles parou por erro ou está apenas processando.

    O envio dos avisos pode ser controlado pela variável de ambiente PI_PROGRAM_STATUS, que aceita 1 para ligar e 0 para desligar. As notas citam ainda um estado "aborted", disparado em eventos chamados de agent_settled.

    Claude Haiku 5.5 com esforço ajustável

    A lista de modelos ganhou o Claude Haiku 5.5, identificado como anthropic/claude-haiku-5-5, com "adaptive thinking" até os níveis xhigh e max effort. Em vez de gastar sempre o mesmo tempo raciocinando antes de responder, o modelo calibra o esforço conforme a tarefa, e o Pi permite escolher o teto. Quem roda o modelo no Bedrock, serviço de IA em nuvem da Amazon, ganha também cache de prompts, o mecanismo que guarda trechos repetidos da conversa para pagar menos e esperar menos.

    Ferramentas e classificadores

    Quem personaliza as ferramentas do agente ganhou uma sintaxe mais gentil. Entradas com +nome ou -nome na opção --tools passam a ajustar a seleção padrão em vez de substituí-la. O exemplo das notas: pi -t +codemode,-write liga o codemode, desliga o write e mantém o resto. Codemode é o ambiente em que o agente escreve JavaScript para combinar chamadas de ferramentas em um script.

    O GPT-6 Luna, da OpenAI, entra como modelo classificador pela Decisions API, com chave OPENAI_API_KEY. Classificador, nesse contexto, é um modelo que decide em vez de escrever texto: recebe alternativas e escolhe uma. Quando o classificador aceita imagens, a função models.classify() do codemode pode usá-las como entrada.

    A mesma versão aproxima o Pi de modelos locais. Os modelos de decisão Julia-1, Laya, Kev, lev e OpenJev passam a rodar nativamente como classificadores pelo caminho /v1/systemone, desde que servidos por um llama.cpp 0.6.0 ou mais recente. O llama.cpp executa modelos na própria máquina, sem chamadas a um serviço remoto.

    Correção de custos

    A atualização também conserta um erro silencioso. O custo das sessões estava sendo subestimado em prompts longos, exatamente nos modelos que cobram por faixas de tamanho de prompt, como Claude Haiku 5.5, Gemini 3.1 Pro e GPT-5.4. O gasto real era maior do que o registrado.

    Mesmo com as adições, a definição da documentação não mudou. "A minimal, extensible agent harness that you can make your own", escreve a README do projeto: um harness de agentes mínimo e extensível, feito para ser moldado por quem usa.

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    Leandro Vieira

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