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    Os 2 tipos de profissionais que não sobreviverão à IA, segundo CEO do Airbnb

    Brian Chesky critica gestores distantes da execução e profissionais resistentes a mudanças; para ele, adaptação será decisiva.

    Brian Chesky, co-fundador do AirBnb
    Brian Chesky, co-fundador do AirBnb
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    A era da IA deve pressionar dois perfis profissionais, na avaliação de Brian Chesky, CEO do Airbnb: gestores que apenas supervisionam pessoas e trabalhadores que resistem a mudar sua forma de atuar.

    De acordo com a Fortune, Chesky considera a disposição para evoluir essencial à adaptação profissional. A declaração foi feita ao podcast Invest Like the Best, em episódio publicado em 5 de maio de 2026.

    Gestores precisam participar do trabalho


    Na entrevista, Chesky defende líderes que combinem gestão de equipes com contribuição prática. Em sua visão, ocupar uma posição de chefia exige conhecer o conteúdo do trabalho e participar das decisões técnicas.

    O executivo usa a engenharia como exemplo: mesmo quem gerencia desenvolvedores deveria manter contato com a programação. Para advogados, isso significa continuar estudando casos e se envolvendo nas questões jurídicas.

    A provocação coloca em discussão como avaliar uma liderança na era da IA. Quantidade de reuniões e tamanho da equipe, isoladamente, dizem pouco sobre a capacidade de orientar decisões e melhorar entregas.

    Resistência à mudança é o segundo risco


    Chesky também aponta dificuldades para profissionais rígidos, que não desejam aprender ou rever práticas. Ele acredita que os incentivos econômicos tornarão as ferramentas de IA progressivamente mais intuitivas.

    Nessa perspectiva, a disposição para experimentar ganha importância. O desafio envolve incorporar novas possibilidades ao trabalho e acompanhar a transformação das tarefas.

    Relacionamento com a equipe continua relevante


    Chesky reconhece o valor de construir relações com os funcionários. Sua defesa é de uma liderança exercida por meio do trabalho, combinando conhecimento da atividade e acompanhamento das pessoas.

    As declarações expressam uma avaliação do executivo sobre o futuro das organizações. Não estabelecem que todos os profissionais desses grupos perderão seus empregos.
    Para gestores e empresas, o debate abre uma questão prática: quais competências precisam ser desenvolvidas para que a adoção de IA melhore as entregas? A resposta exige considerar as responsabilidades e as necessidades de cada função.
    Foto de Simão Vieira de Mairins

    Simão Vieira de Mairins

    COO e co-fundador do ia.com.br

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