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    iPhone 18 Pro chega com chip de 2 nm, mais bateria e câmera com abertura variável

    A Apple elevou o preço do iPhone 18 Pro para US$ 1.199 e concentrou as mudanças por dentro: chip A20 Pro em processo de 2 nanômetros, melhor refrigeração, mais bateria e uma câmera principal com abertura ajustável.

    Leandro Vieira

    CEO e founder | IA.com.br

    Smartphone prateado de tela apagada apoiado de frente sobre uma superfície de madeira clara, fotografado sob luz natural com sombras suaves e reflexos discretos no vidro e no metal
    iPhone 18 Pro chega com chip A20 Pro de 2 nm, mais bateria e câmera principal de abertura variável

    A nova geração do telefone mais avançado da Apple chegou com preços mais altos e novidades que quase não aparecem na parte de fora. O iPhone 18 Pro (abre em nova aba), de tela de 6,3 polegadas, começa em US$ 1.199 nos Estados Unidos, e o iPhone 18 Pro Max, de 6,9 polegadas, em US$ 1.299. Os dois custam US$ 100 a mais que os modelos que substituem. As avaliações do aparelho foram publicadas entre 23 e 25 de setembro de 2026.

    O que mudou por dentro

    A maior novidade é o chip A20 Pro, o primeiro da Apple fabricado em processo de 2 nanômetros. Um nanômetro é uma unidade de medida minúscula, usada para descrever o tamanho das peças que formam o processador: quanto menor o número, mais componentes cabem no mesmo espaço e, em geral, menor o gasto de energia. O chip mantém seis núcleos de processamento, sendo quatro econômicos e dois de alto desempenho, e passa a ter uma unidade gráfica de sete núcleos. A Apple afirma que a memória do aparelho ganhou 50% mais largura de banda, ou seja, consegue mover dados de um ponto a outro mais rapidamente.

    Para lidar com o calor gerado por tudo isso, a empresa redesenhou a câmara de vapor, uma peça selada que usa líquido e vapor para espalhar o calor e afastá-lo dos componentes, parecida em espírito com o radiador de um carro. A Apple também mudou o empacotamento do chip, colocando a memória ao lado do processador em vez de sobre ele. Segundo a Apple, o iPhone 18 Pro roda 36 horas de vídeo por carga, contra 33 do antecessor, e o Pro Max chega a 45 horas, contra 39.

    Câmera com controle manual

    A principal mudança visível para quem fotografa é a abertura variável da câmera principal, de 48 megapixels. A abertura funciona como a pupila do olho: regula quanta luz entra. O aparelho oferece quatro níveis, f/1.48, f/1.8, f/2.8 e f/4.0. Números menores deixam entrar mais luz e desfocam o fundo, o efeito conhecido como bokeh; números maiores preservam mais detalhes em ambientes claros. São menos opções do que uma câmera profissional oferece, mas bem mais do que a edição digital permitia até então. Quem preferir pode continuar deixando o telefone decidir sozinho. O conjunto inclui ainda lentes ultra-angular e teleobjetiva, ambas de 48 megapixels, e uma câmera frontal de 18 megapixels.

    Aplicativo de câmera do iPhone 18 Pro exibindo os níveis de abertura na tela
    A abertura variável permite escolher entre quatro níveis de entrada de luz.

    Tela, cores e acabamento

    O corpo é quase idêntico ao do ano anterior. O iPhone 18 Pro pesa 211 gramas, cinco a mais que o antecessor, e o Pro Max, 249 gramas. As cores são preto, prateado, azul claro e vinho, com a aposentadoria do laranja vibrante do ano passado. A tela mantém 6,3 polegadas, 6,9 no Max, taxa de atualização de até 120 Hz e brilho de até 3.000 nits, e os aparelhos têm proteção contra água e poeira. A Ilha Dinâmica, aquele recorte no topo da tela, ficou menor porque a câmera de infravermelho do reconhecimento facial foi movida para trás do painel, no canto superior esquerdo, com pixels que brilham mais para compensar. Com isso, é possível acompanhar até três atividades ao mesmo tempo na região.

    Desempenho e divergências

    Nos testes de referência citados nas avaliações, o ganho de desempenho de um núcleo ficou em torno de 26% e o de vários núcleos, entre 28% e 30%, dependendo do programa usado. A Apple, por sua vez, afirma um aumento de 40% na capacidade de processamento. Os números divulgados pela empresa e os medidos em testes independentes não são equivalentes, e por isso variam. Na prática, o aparelho não esquenta com facilidade e mantém o ritmo em tarefas longas, segundo relatos de uso prolongado.

    Vale a pena trocar?

    Como as mudanças são incrementais, a recomendação que aparece nas avaliações é trocar quem vem de um modelo bem mais antigo, como o iPhone 14 Pro ou anterior, ou quem enfrenta lentidão e bateria desgastada. Quem já tem o iPhone 17 Pro pode pular esta geração sem grandes perdas. Para quem só quer mais autonomia, a troca da bateria (abre em nova aba) custa cerca de US$ 100 a US$ 119, uma alternativa bem mais barata. Aumentar o espaço de armazenamento na compra também encarece o aparelho.

    Os próximos meses trazem outros lançamentos. O iPhone Duo (abre em nova aba), primeiro dobrável da Apple, deve chegar às lojas em outubro de 2026, segundo o calendário divulgado, e é tratado como o modelo mais chamativo do ano. Já o iPhone 18 comum teve o lançamento adiado e deve aparecer na primavera do Hemisfério Norte, ao lado do modelo mais barato da linha. Para quem busca o conjunto mais completo de câmera, bateria e desempenho, o 18 Pro segue como a opção sem grandes concessões, ainda que sem o brilho das novidades de design.

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