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    NotíciaSegurança e privacidade

    EUA reduzem prazo de correção de falhas para três dias diante de ataques potencializados por IA

    Segundo reportagem da Reuters, a mudança foi motivada pelo avanço dos modelos de IA de uso geral, como o Mythos da Anthropic

    Óculos apoiados diante de vários monitores que exibem código e painéis de sistemas
    Foto por Kevin Ku no Unsplash
    O governo dos Estados Unidos elevou o alerta cibernético ao publicar, em 10 de junho, uma nova diretiva do órgão de segurança CISA que obriga órgãos federais civis a corrigir, isolar ou retirar da internet falhas classificadas como graves em até três dias. Até então, o prazo para atualizar sistemas vulneráveis podia chegar a semanas.

    Segundo reportagem da Reuters, a mudança foi motivada pelo avanço dos modelos de IA de uso geral, como o Mythos da Anthropic, que facilitam a vida de hackers ao automatizar a procura por brechas em softwares. Chris Butera, diretor executivo interino de cibersegurança do CISA, afirmou que os defensores “não podem se dar ao luxo de levar semanas para corrigir sistemas que podem ser explorados em massa”.

    A diretriz prevê que vulnerabilidades menos graves continuem tendo prazos mais longos: duas semanas para falhas de média severidade e até dois meses para as de baixo risco.

    Para analistas, o novo prazo de 72 horas reflete a crescente preocupação com a rapidez com que algoritmos generativos podem mapear e explorar pontos fracos na infraestrutura governamental. A ordem também sinaliza a intenção da Casa Branca de manter liderança na corrida global por proteção contra ataques impulsionados por IA, pressionando fornecedores e órgãos a adotarem processos ágeis de resposta.

    Além de proteger dados sensíveis, a iniciativa deve servir de referência para empresas e governos de outros países, inclusive o Brasil, que enfrentam desafios semelhantes diante da profissionalização das quadrilhas digitais. A mudança pode acelerar a adoção de soluções de patching automático, auditorias contínuas e uso de ferramentas de verificação baseadas em aprendizado de máquina para detectar e corrigir falhas antes que elas se tornem crises.
    Foto de Douglas Manoel

    Douglas Manoel

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