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Meta admite que Muse foi fortemente inspirado pelo OpenClaw
A Meta reconheceu que seu novo agente de inteligência artificial, o Muse, foi fortemente inspirado pelo projeto de código aberto OpenClaw, embora afirme que o produto foi construído do zero. Usuários apontaram arquivos com nomes iguais e conteúdos quase idênticos, o que reacendeu o debate sobre crédito e imitação na indústria de tecnologia.

A Meta reconheceu que o Muse, seu novo agente de inteligência artificial voltado ao público geral, foi fortemente inspirado pelo OpenClaw, um projeto de código aberto que virou febre entre desenvolvedores no início de 2026. A admissão veio depois de cerca de duas semanas de comparações feitas por usuários e coloca no centro do debate uma pergunta antiga da indústria de tecnologia: onde termina a inspiração e começa a cópia?
Um agente de inteligência artificial é um programa que não apenas responde perguntas, mas executa tarefas em nome do usuário, como marcar consultas, preencher formulários, fazer compras e organizar a agenda. O Muse funciona como aplicativo próprio em computadores Mac e também dentro do WhatsApp, e é destinado a maiores de 18 anos. Segundo a Meta, ele organiza viagens, pesquisa ofertas, acompanha despesas e resolve conflitos de horários.
O que os usuários encontraram
As comparações começaram nas redes sociais. Usuários notaram que Muse e OpenClaw usam os mesmos nomes para arquivos centrais, entre eles o SOUL.md, e que o conteúdo desses arquivos é quase igual. O SOUL.md é um arquivo de texto simples, escrito em Markdown, uma linguagem de formatação leve, que define a personalidade do agente, seu tom de voz, seus valores, seus limites de comportamento e suas áreas de especialidade. Pense nele como um manual de instruções que diz ao agente quem ele deve ser.

Um dos posts que impulsionaram a discussão foi o de Ansh Nanda, cofundador de um aplicativo de inteligência artificial, que afirmou que o Muse é o OpenClaw para quem não é técnico. Ele publicou também uma resposta dada pelo próprio Muse, na qual o agente dizia que a semelhança entre seus arquivos e os do OpenClaw não era coincidência, e sim correspondência. O episódio ilustra um ponto delicado: um agente pode produzir textos convincentes sobre si mesmo sem que isso seja prova técnica de como foi construído.
O que a Meta diz
Nat Friedman, chefe de produto dos laboratórios de superinteligência da Meta e ex-presidente executivo do GitHub, respondeu publicamente no X. Ele afirmou que o Muse foi construído do zero, mas que é fortemente inspirado como produto pelo OpenClaw. Contou que passou a usar o OpenClaw em janeiro, comprou centenas de computadores Mac mini para a equipe e que muitos colegas se apaixonaram pela ferramenta. O objetivo, segundo ele, era criar algo parecido, porém seguro, fácil de usar e capaz de atender bilhões de pessoas.
Questionado sobre por que os nomes de arquivos e trechos do SOUL.md foram mantidos, Friedman não contestou a premissa. Disse apenas que a equipe considerou que Peter Steinberger, criador do OpenClaw, acertou exatamente nesses pontos. As respostas foram publicadas como mensagens pessoais, e não como comunicado oficial da empresa.
De onde veio o OpenClaw
Steinberger é um desenvolvedor austríaco que lançou o OpenClaw como projeto de código aberto. Código aberto significa que qualquer pessoa pode ler, estudar e reutilizar o que foi publicado, respeitando os termos da licença. O projeto passou por dois nomes antes do atual e, em cerca de uma semana, atraiu dois milhões de visitantes e 100 mil estrelas em uma plataforma de hospedagem de código. A ferramenta conversava com usuários por aplicativos de mensagem comuns, como WhatsApp, Telegram e Slack, e por isso ganhou tração fora do círculo técnico. Em fevereiro, Steinberger foi contratado pela OpenAI para trabalhar com agentes.
Por que isso importa
Como o OpenClaw é aberto, a semelhança de arquivos é uma questão de produto, e não necessariamente jurídica. O ponto em disputa é outro: crédito e reconhecimento. A Meta tem histórico de adotar formatos que funcionaram em outros lugares e levá-los a um público muito maior, como fez com as histórias que o Snapchat criou. Nesse caso, porém, a inspiração veio de um projeto independente, o que torna a discussão sobre autoria mais difícil de separar do próprio produto.
Números e segurança
O Muse foi lançado em 8 de setembro de 2026 e chegou ao topo da loja de aplicativos dos Estados Unidos. Dados internos da Meta, citados em relatos de imprensa, indicam mais de 500 mil usuários na primeira semana,
Fontes
- Meta admits Muse's likeness to OpenClaw isn't a coincidence — techcrunch.com · 22/09/2026
- Muse sure looks a lot like OpenClaw - The Verge — theverge.com · 24/09/2026
- Meta says Muse looks like OpenClaw because it was built that way — thenextweb.com · 22/09/2026
- Meta's AI agent Muse draws 500,000 users in a week along ... — the-decoder.com · 23/09/2026
- Muse AI: Meta admits app was heavily inspired by OpenClaw | YourStory — yourstory.com · 23/09/2026
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